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A abordagem

Logoterapia: em busca de sentido.

Criada pelo neurologista e psiquiatra austríaco Viktor Frankl, a logoterapia parte de uma tese simples e radical: a motivação primeira do ser humano não é o prazer nem o poder, mas a vontade de sentido.

Frankl

Mesmo no limite, a liberdade de escolher

Frankl sobreviveu a quatro campos de concentração. Dali tirou não um método de autoajuda, mas uma antropologia: o homem é um ser responsável, capaz de encontrar sentido mesmo quando quase tudo lhe foi tirado.

A logoterapia se distingue de outras correntes por olhar para a frente — para o que a vida ainda pede — e não apenas para o que o passado explica. Sintomas importam. Mas o vazio existencial não se resolve só com a remoção da dor: pede um porquê.

Em tempos de ansiedade, depressão, insegurança e tédio, essa abordagem integra o psicológico, o filosófico e o humano. Não oferece respostas prontas. Oferece um espaço para que a pessoa responda, ela mesma, à vida.

Feixe de luz em um cômodo silencioso

O sentido da vida difere de pessoa para pessoa, de dia para dia, de hora para hora. O que importa, portanto, não é o sentido da vida em geral, mas o sentido específico da vida de uma pessoa em um dado momento.

Viktor E. Frankl — Em busca de sentido

Três vias

Como o sentido se realiza

01

Criar um trabalho

Realizar um sentido no mundo — uma obra, um ofício, uma contribuição que só tu podes entregar.

02

Amar alguém

Encontrar sentido no encontro. O amor, para Frankl, é a maneira mais profunda de captar o outro na sua essência.

03

Atravessar um sofrimento

Quando a situação não pode ser mudada, resta a liberdade de transformar a dor em testemunho — a atitude que ainda nos cabe.

Bússola de latão sobre madeira

No consultório

Não é coaching. Não é fórmula.

A logoterapia não promete uma vida sem sofrimento. Promete um espaço para descobrir o que ainda pode ser realizado — mesmo quando as circunstâncias não mudam. O terapeuta não entrega o sentido; acompanha a pessoa na sua descoberta.

No trabalho de Lucas, isso se traduz em escuta, diálogo e responsabilidade. A pergunta não é só “como me sinto”, mas “o que a vida espera de mim agora?”. É uma bússola, não um mapa turístico.

Três perguntas para levar

  1. O que a vida espera de mim agora?

  2. A quem ou a que serve a minha ação neste momento?

  3. Qual sentido ainda posso realizar, mesmo neste sofrimento?